RESUMO DE NOTÍCIAS
*O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não descarta mais mudanças na regra fiscal, após anunciar, nesta quinta-feira (28/11), o pacote de corte de gastos. “São passos muito importantes esses que estão sendo dados. E, se precisarem outros, e certamente vai haver necessidade, nós vamos estar aqui para voltar à mesa do presidente com as nossas ideias e sintonizar as nossas ações em torno desse projeto”, falou sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Haddad ressaltou que o “nosso trabalho não se encerra, não existe bala de prata”, mas se disse “satisfeito” com o “resultado desse ano”. Assim como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, Haddad criticou o mercado financeiro durante a coletiva de imprensa. “Sei que ouvem o mercado, é dever de vocês, mas têm que colocar em xeque as previsões que não aconteceram”, afirmou, antes de citar que agentes financeiros preveem crescimento de 1,5% no país, enquanto a Fazenda apresentou uma projeção estimada em mais de 3%. “Ele não errou pouco, chutou 1,5%, vai a 3%”, reforçou. Já Rui acusou o mercado de estar “precificando no presente um desequilíbrio futuro das contas públicas. E aqui se está garantindo que esse desequilíbrio de longo prazo não ocorrerá”. De manhã, ministros se reuniram no Palácio do Planalto para explicar o corte de gastos e, com as medidas, preveem poupar, de 2025 a 2030, até R$ 327 bilhões. A curto prazo, a economia estimada é de R$ 70 bilhões até 2026.
*O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indiciado pela Polícia Federal por suspeita de tramar um golpe de Estado, disse se considerar “vítima de uma perseguição” sobre o caso, e não descarta se refugiar em uma embaixada caso tenha sua prisão decretada. A declaração foi dada em entrevista ao portal Uol. O ex-presidente e outras 36 pessoas foram indiciados na semana passada, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou para a Procuradoria-Geral da República nesta terça-feira. Questionado se temia ser preso ao fim da investigação, Bolsonaro disse que já ter passado por três operações de buscas e apreensão, as quais considerou absurdas, e que vivia em um “mundo de arbitrariedades”. Ao ser questionado se cogitava exílio, declarou: “Embaixada, pelo que eu vejo a história do mundo, né, quem se vê perseguido pode ir pra lá. Se eu devesse alguma coisa, estaria nos Estados Unidos, não teria voltado”, respondeu. O ex-presidente voltou a negar saber do plano para matar e prender o presidente Lula e o vice, Geraldo Alckmin e Moraes. Ele também voltou a questionar se “discutir um dos artigos da Constituição” é crime. “Foi levada avante alguma dessas possíveis propostas? O comandante do Exército falou sobre isso. Foi discutida a hipótese de GLO, de 142, de estado de sítio, estado de defesa. Qual é o problema de discutir isso aí?”, disse.
*Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (28), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não tem nenhuma pretensão em sair do Brasil. “Não vou sair do meu país. Repito: não vou sair do meu país, porque não fiz nada de errado. Se eu tivesse esse sentimento, de ter feito algo errado, eu teria ficado nos Estados Unidos”, afirmou Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro também afirmou à CNN que, assim que receber o convite do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, irá fazer uma solicitação formal ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando o passaporte retido a pedido do magistrado. “Assim que chegar o convite, farei um pedido para ter meu passaporte e poder ir à posse de Donald Trump”, revelou o ex-presidente. O passaporte do ex-chefe do Executivo está retido na Polícia Federal desde o dia 8 de fevereiro. Em março, advogados do ex-presidente solicitaram a devolução do documento para que Jair Bolsonaro viajasse a Israel. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
*O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ricardo Villela, e o editor-chefe do Jornal Nacional, William Bonner, não gostaram nem um pouco do vídeo em que repórteres políticos do noticiário da emissora encenaram uma apuração envolvendo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com informações do portal F5, da Folha de S.Paulo, a publicação “causou imenso mal-estar” na empresa. A ordem de retirada do vídeo de todas as plataformas digitais da Rede Globo partiu de Villela. Para o diretor de jornalismo, a gravação destoa completamente do padrão que a empresa usa nas redes e deveria ser excluída para que não fosse usada como munição por perfis de direita. A produção também desagradou Bonner, que utilizou termos como “cafona” para criticá-la. A polêmica em torno do vídeo encenado já tinha começado até mesmo na redação do Distrito Federal, onde o diretor de jornalismo na capital federal expressou divergência para com a gravação. Contudo, deixou-se vencer pelos que eram favoráveis ao post. O vídeo em questão foi protagonizado pelo repórter Vladimir Netto, que é filho da jornalista Míriam Leitão. Outros jornalistas, como Júlio Mosquéra e Delis Ortiz, também participaram da encenação dos bastidores da Globo. A repercussão negativa foi imediata: internautas e políticos aliados de Bolsonaro criticaram duramente a produção, acusando a Globo de transformar a notícia em espetáculo e de expor um posicionamento político.
*Em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a cotação do dólar chegou a R$ 4,26. Isso foi motivo suficiente para que o Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de seus canais de comunicação, culpasse a “incapacidade da gestão Bolsonaro”. No site oficial do PT, na época, uma matéria afirmava que “os operadores do desgoverno Bolsonaro, que deveriam ter uma postura de estabilidade, estão levando o país a uma situação de total instabilidade”. Nesta quinta-feira (28), o governo Lula amargou uma trágica marca para sua equipe econômica, impondo mais uma derrota aos brasileiros. O dólar atingiu a marca de R$ 6, na maior cotação da moeda americana em toda a história do Plano Real. DÓLAR ULTRAPASSA MARCA DE R$ 6 PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA - A reação negativa do mercado aos anúncios feitos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre o pacote de corte de gastos e o aumento da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil fez com que o dólar atingisse a marca histórica de R$ 6 na manhã desta quinta-feira (28). Por volta das 11h45, a moeda americana teve leve redução e estava cotada a R$ 5,98.

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