QUANDO O POVO SE UNE SÓ DEUS SEPARA - O DITADOR VAI 'VOAR'

Rebelião para derrubar ditador da Síria se aproxima da capital

As forças rebeldes da Organização de Libertação do Levante, que tentam derrubar o ditador Síria, Bashar al-Assad, seguem avançando e estão cada vez mais perto capital Damasco, onde se encontra o chefe de Estado, segundo alegou a presidência do país. A coligação insurgente apoiada pela Turquia anunciou, neste sábado (7), a conquista de cidades-chave.

Uma delas é a cidade de Sanamayn, a cerca de 20 km do portão sul da capital Damasco. Outra é Homs, tida como ponto crítico por conectar a capital com a costa mediterrânea, onde estão bases militares da Rússia, aliada de Assad. Simbólica por ter sido palco do início da Primeira Árabe, a cidade de Deeran também foi conquistada.

Paralelamente, a presidência síria informou, também neste sábado, que o ditador Bashar al-Assad continua em Damasco, apesar da ofensiva. Seu escritório indicou que Assad “segue seu trabalho e suas tarefas nacionais e constitucionais a partir da capital, Damasco” e negou “rumores e notícias falsas” que indicam que ele escapou ou fez visitas relâmpago a outros países nos últimos dias.

Essa é a primeira comunicação oficial por parte da Presidência da Síria desde a última segunda-feira (2).

O levante contra Assad liderado por parte da coligação insurgente da Organização de Libertação do Levante (herdeira da antiga afiliada síria da Al Qaeda) teve início em 27 de novembro. O ditador Bashar al-Assad, que está no poder há 24 anos, continua perdendo território para os insurgentes, que em pouco mais de uma semana, tomaram também as cidades de Aleppo e Hama, ambas capitais provinciais.

O Exército sírio, por sua vez, anunciou neste sábado que lançou ataques terrestres e aéreos, junto da sua aliada, a Rússia, contra os rebeldes nos arredores das províncias de Hama como de Homs, no centro da Síria.

IRAQUE

As notícias ainda dão conta de que mais de mil militares do Exército sírio pediram entrada no Iraque e atravessaram o país, no meio da ofensiva. Segundo a agência de notícias oficial iraquiana INA, “os militares receberam a atenção necessária e suas necessidades foram satisfeitas”. Não se sabe se eles foram para o Iraque porque estavam feridos ou abandonaram o Exército.

Diversos ministros das Relações Exteriores do Oriente Médio se reúnem neste sábado em Doha, capital do Catar, para tratar do caso. O chefe da diplomacia do Iraque, Fuad Hussein, afirmou que o governo iraquiano não permitirá que seu país se torne uma arena para a resolução de conflitos.

– Se houver qualquer ataque ao Iraque, iremos nos defender e não permitiremos que nenhum grupo ou grupo militar atravesse a fronteira. Ninguém atravessa a fronteira porque a nossa política é não intervir nos assuntos sírios – afirmou Hussein.

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